Os Estados Unidos pediram à Coréia do Norte que suspenda suas atividades de processamento nuclear, enquanto na quarta-feira representantes de países envolvidos nessa negociação começam a chegar a Pequim.
"Os norte-coreanos têm de suspender as atividades de enriquecimento e reprocessamento nuclear e, além disso, têm de recuar do programa nuclear", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, em entrevista coletiva na terça-feira em Washington.
O secretário-assistente de Estado norte-americano, Christopher Hill, é esperado na China após reuniões preliminares em Tóquio e Seul. Mas ele alertou que, mesmo havendo acordo em Pequim, muitos trechos de uma declaração que ofereceria benefícios políticos e econômicos a Pyongyang em troca do desarmamento nuclear continuariam em aberto.
"Embora possamos fazer algum progresso, eu estava enfatizando o fato de que [mesmo] se fizermos algum progresso não conseguiremos resolver a questão nuclear e obter a completa implementação da declaração de setembro de 2005 em um passo", disse Hill na terça-feira em Tóquio. "Vamos precisar de vários passos."
As negociações pluripartites que ocorrem intermitentemente em Pequim desde 2003 reúnem China, EUA, Rússia, Japão e as duas Coréias. Em setembro de 2005, Pyongyang aceitou reduzir seu programa nuclear em troca de recompensas, promessa que não foi cumprida — em outubro do ano passado, o regime comunista norte-coreano testou uma arma nuclear pela primeira vez, o que atraiu sanções da ONU.
O foco da nova rodada deve ser convencer Pyongyang a fechar sua usina nuclear de Yongbyon, fonte de material físsil para seu programa nuclear.
Mas a Coréia do Norte tem suas próprias exigências e pode novamente emperrar as negociações, como fez em dezembro, reagindo a sanções financeiras norte-americanas contra supostos crimes do regime comunista, como falsificação de divisas.
Paralelamente ao processo pluripartite, há negociações diretas entre autoridades financeiras norte-americanas e norte-coreanas sobre essas sanções. A última rodada, em janeiro, não trouxe sinais de progresso.
Ralph Cossa, diretor da entidade Pacific Forum CSIS, do Havaí (EUA), disse que, embora a Coréia do Norte se diga comprometida com a meta do desarmamento nuclear, a nova rodada de negociações resultará na melhor das hipóteses em um pequeno passo adiante.
"Embora seja razoável esperar alguma reafirmação geral desta meta na próxima rodada de negociações, o progresso substancial em direção [a um acordo] parece muito distante", escreveu ele em comentário por email.
Até quando vai essa briga sobre enriquecimento nuclear??? Até quando os EUA vão se meter nas coisas dos outros países?? Por isso que meu irmão sempre era mandado para essas missões...para conseguir evitar alguma coisa que destruise eles...o mundo inteiro podia estar em guerra, mas se os EUA fossem atacados, mesmo q indiretamente, alguém teria que pagar...nós temos que acabar com essa hegemonia...
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